55 11 999152290 Psicólogo Marcelo Moreira Palma/CRP-6/86344 psico.esporte10@gmail.com

Mais sedutor que jogar no Barcelona!

Mais sedutor que jogar no Barcelona!

Sem necessidade de um texto em palavras racional e/ou coerente, a arte seduz as pessoas.
Arte em sentido amplo, além dos museus e exposições, a arte ( vulgo “arte final”, a exemplo) da mídia de massas que, diariamente, seduz a população a cada noticiário, propaganda.
Dos espetáculos teatrais comportados aos show de horrores, a sedução está presente na arte.
Uma boa peça de roupa, é um objeto de arte, e que de diferentes modos convence, seduz: “O mundo trata melhor a quem se veste bem.”
A criança não resiste a uma máscara de monstro em uma vitrine, a quer para si.
A arte desperta o desejo, que é o mero combustível da psiquê humana. Desejos “bons” e “maus” são ativados pela arte, sem que necessariamente se tenha consciência desse fato.
A política, não sem razão, é referendada por vezes como “a arte da política”, reforçada que é pela definição de ser a política “a arte da comunicação”.
E, embora, possamos crer que a arte de um belo discurso político ainda seja o cerne da política, elementos semióticos (bandeiras, sons, músicas, vestimentas, cortes de cabelo, máscaras com fotos de presidentes estampadas, não uso de máscaras, registro linguístico – palavras de baixo calão ou incompreensíveis, sotaques, entonações, palavras chaves que se tornam gatilhos textuais de sedução – etc tal e coisa), completam o cenário necessário à sedução política potente, eficaz, que fale diretamente ao inconsciente das pessoas, atingindo-as, atordoando-as, aliciando-as, confundido-as.
A reunião veiculada na imprensa brasileira do presidente atual com os seus ministros possui todos os elementos da sedução do espetáculo de arte.
Rostos cuidadosamente maquiados, cortes de cabelo delicadamente escolhidos, ternos caros e de indizível elegância, que conferiram a autoridade necessária ao show de horrores da comunicação oral.
Quem não gostaria de colocar um termo de alguns mil reais e realizar uma catarse (desabafo, descarrego) em público: – Filho da Puta! Puta que o Pariu! Porra! Bosta! Merda! Foder! Etc e tal e cousa, e repetidas vezes…
Há sedução maior que essa?!
Chegar ao topo é tudo! Inda mais com a roupa mais cara e o vocabulário mais barato e à vontade!!! Nem precisa pedir-se licença para São Pedro nesse paraíso…
É mais sedutor, ao brasileiro comum, que lotou os metrôs nos rodízios forçados do Bruno C., que virar craque do Barcelona!

O Tempo

O Tempo

O Tempo

Uma cerimônia sagrada da civilização ocidental foi adiada para o ano: Os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, agora são os de Tóquio 2021.

Valores fundamentais para a civilização ocidental são reafirmados a cada 4 anos, nos grandiosos jogos.

O tempo acelerado de nossa época é um deles. E nenhum evento traduz tão bem essa nossa pressa, quanto os 100 m rasos masculinos.

O 100 m de Usain Bolt, Carl Lewis, Valery Borzov, Ben Jonson, simbolizam rapidez, eficácia, capacidade produtiva – por excelência.
Sobretudo, simboliza a ampliação dos “domínios da civilização ocidental sobre o Tempo”.
Com algo de pertencimento semântico com “salvar o planeta”, ou com o Professor Xavier, dos Mutantes (filme norte-americano, e não grupo de rock nacional – esse caiu dos céus…).

Fazer mais coisas em menos tempo, elevar a capacidade de produção da riqueza de nossa civilização, e portanto, de acumulação, no axioma:
“Time is Money” = 9’58’’ / 100m rasos ( Camiseta vendida em país do primeiro mundo, país desenvolvido, ou G7, OCDE sendo mais democrático).

E a precisão dos cronômetros olímpicos é irrefutável, 100 vezes mais precisos que um cronômetro normal de loja esportiva.

O tempo é absoluto hoje em dia, em qualquer lugar do planeta.

Um bom relógio marcará exatamente a mesma hora no deserto do Sahara, em Ipanema, no Alaska. Independentemente das condições de temperatura e pressão, ou forças gravitacionais, nossos relógios dominam a variável tempo: a fixaram.

Mas, porém, … tanto na física subatômica ( das partícula dos átomos) , quanto na astrofísica ( dos planetas, galáxias, buracos negros), o tempo não pode ser mensurado por cronômetros, de forma fixa, por intervalos fixos, como o tic-tac do relógio.

Ou seja, nesses dois casos, 1 segundo pode ser mais longo ou mais curto do que 1 segundo. Na física quântica o tempo é variável, não é sempre o mesmo, ele se alonga e se encolhe.

Como diria o personagem do Auto da Compadecida: “Não sei, só sei que é assim!”

Muito estranho!..
E, frente a isso, daria para pensar, que os cronômetros 100 vezes mais precisos, utilizados nos Jogos, estão nos enganando a todos!!

Não, não estão não.
Não é preciso se preocupar, os cronômetros olímpicos,  eles estão completamente de acordo com o comprimento de onda da biosfera. Precisos, perfeitos para nosso intervalo de tempo de vida, para as condições de temperatura e pressão aqui na Terrinha.

É que tudo fica um pouco estranho, sem sentido, quando visto do espaço.

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Roleta russa, a “americana”.

Roleta russa, a “americana”.

Não tomar medidas adequadas contra o Covid-19 é Roleta Russa!

Roleta Russa é a brincadeira, absurda,  de se deixar apenas uma bala no revólver e arriscar se ela dispara ou não em sua cabeça, ou na cabeça do próximo da fila. No ocidente é chamada de roleta russa, na Rússia: de “Americana”.

O Google não mente, mente?

roleta-russa

substantivo feminino
operação que consiste em deixar uma só bala no tambor de um revólver, fazê-lo girar, apontar o cano da arma para si próprio ou para outrem, sem conhecer a posição exata da bala, e apertar o gatilho, isso por bravata e/ou desejo de experimentar emoções violentas.
Como se chama a roleta-russa na Rússia?
Essas atrações também são conhecidas em francês como montagnes russes e em italiano como montagne russe. Mas em inglês são “roller-coasters”. Na Rússia são chamadas de “americanas” porque as modernas têm sua origem nos Estados Unidos no século XIX.

 

No caso do Covid-19, não se sabe qual o medicamento para cura; não se tem certeza se a vacina BCG, realmente, defende as populações vacinadas em países pobres e quentes da África, Brasil, Portugal, América do Sul, etc;  não se tem certeza sobre se o clima mais quente evita a doença ou não (vide a morte em massa em Quayaquil/Ecuador); a cloroquina que o governo brasileiro colocou à disposição para tratar o Corona, não tem comprovação científica alguma, ao contrário, cientistas do mundo todo atestam sua ineficácia (sua compra governamental  nas empresas de  apoiadores do presidente exige que o Ministério Público e a Polícia Federal investiguem criminalmente); não se tem previsão de quando (e se!)  chegará uma vacina e/ou um medicamento efetivo contra o Covid-19;  e há incerteza também dos números totais de infectados e mortos, no Brasil e no mundo, tudo indicando para uma gigante subnotificação universal.

A única certeza: é que as pandemias exigem que se evite a todo custo o contágio.

Se medidas sérias de isolamento social, utilização de máscaras e outros equipamentos, produtos de desinfecção, medidas de informação e procedimentos planejados para toda a população brasileira, se não são tomados com urgência – como foi o caso  – é o mesmo que distribuir  revólveres a crianças com uma bala dentro, para que brinquem em casa, com os coleguinhas na escola, na rua, no parquinho, onde quiserem…

A Mongólia, fechou a fronteira com a China e com  a Rússia, tomou todas as medidas de isolamento possíveis, evitou o contágio. Não teve um só caso sequer de transmissão comunitária. Fez a lição de casa bem no começo, dispondo de bem menos informações do que há agora sobre a gravidade da doença.  Agiu com o conhecimento científico mínimo mas suficiente sobre uma possível pandemia,  o qual  o governante de qualquer país é obrigado a ter – e  reconhecer  – e a agir de acordo com ele: evitar a propagação, evitar o contágio da população a todo custo!

Não havia ainda containers cheios de corpos nos USA, ou cadáveres apodrecendo em quintais na Itália… mas a epidemia já (ainda não pandemia) flagelava a China.

E a Mongólia agiu de modo mínimo, dentro do mínimo moral/ético exigido por um ser humano no poder:  – Não fazer roleta russa com as vidas de sua  população, negligenciando riscos!

Tome-se em conta: A negligência de um governo não é um ato culposo, mas sim é um ato doloso! É crime. E crime lesa pátria e lesa humanidade, no caso de negligenciar mortes pandêmicas.

Shame on you, Mr President, Family and “Cumparsas”!

Eu espero que a justiça seja feita ao final desta crise. Uma crise que mostra que se o rei estivesse nu, seria bem melhor!

Pois… que veste ?!?!

Angústia

Angústia

Angústia de Domingo

Era um dia de domingo comum, todas as pessoas estavam correndo de um lado para o outro freneticamente.
Eu sempre me perguntei, desde muito criança, qual seria a origem dessa palavra: domingo.
Encostei em meu triângulo e parti em disparada, como os domingos pedem.
E pensar que a possibilidade de utilização dos triângulos de indução para geração de energia já era conhecida desde há cerca de 120 mil anos.
Talvez a produção de energia que não tenha efeitos colaterais, seja igual a produção de grãos comestíveis: sempre os mesmos, com pequenas variações: arroz, trigo, sorgo, milho, cevada, centeio… apenas um reduzido número de espécie de plantas se presta para produção em larga escala sem envenenarem as pessoas… da mesma forma, energia boa, potável… somente a triangular.
Essa tecnologia da energia, milenar em nossa cultura, e que jamais cessa de ser aprimorada.
A cada dia conseguem com que seja mais efetiva.
Um triângulo como o que utilizo, no próximo reajuste de precisão e eficácia tecnológica, será 0,02 % por cento mais rápido e 0,01 por cento mais preciso. E o reajuste é efetuado a cada lua! O passo da exponencial é fora de qualquer parâmetro imaginável.

Esses jogadores de ciências tem a vida que todos gostariam de ter! Fazem o que gostam, divertem-se 18 horas por dia, e tornam a vida das pessoas a cada dia melhor. Quem não gostaria de ser popular e famoso como um deles…

Mas por mais que esse jogadores produzam avanços tecnológicos, os triângulos, o princípio que os regem, as fórmulas básicas, foram também encontradas nas três pirâmides de blocos de pedras nas estepes do rio mais extenso do planeta.

Os linguistas decifrando escritos antigos, do que remanesceu da cultura do povo que construiu essas pirâmides, encontraram as fórmulas matemáticas dos triângulos de força, os mesmos princípios que possibilitam  toda a produção de nossa energia: para locomoção, aquecimento, produção industrial, iluminação, absolutamente toda a energia que produzimos.
Os triângulos de força já faziam parte do cotidiano daquele povo, de nome ancestral, que remonta hoje há 120 mil anos, do lugar chamado Egito.

E muitas coisas seguem sem explicação no lapso de tempo entre essa cultura e a nossa. Um abismal vazio histórico de mais de 100 mil anos,  inconclusivos, obscuros…

O exemplo clássico, o corriqueiro vocábulo “domingo”, que nomeia o dia da semana dedicado ao trabalho – o único dia em que trabalhamos em nossos tempos atuais – não encontra explicação linguística alguma, totalmente isolado em seu som, letras e significado – não sabemos a raiz de seu significado!
Apenas o que se sabe que é um vocábulo anterior a qualquer registro linguístico conhecido. Não tendo sido encontrada nenhuma conexão com as escritas descobertas nas pirâmides, por exemplo, embora incessantemente buscada.
O estudiosos se dividem: “domingo” seria um vocábulo herdado dos povos precursores dos Egípcios? Ou, durante esses mais de 100 mil anos que separam nossa cultura tecnológica dos também tecnológicos egípcios, houve outras civilizações no planeta?

O que parece ser muito improvável. Houvesse existido civilizações tecnologicamente avançadas, como a dos egípcios, suas marcas haveriam de se fazer notar. Alguma construções sólidas e duradouras como as pirâmides haveriam de ter sido deixadas.

Há um “gap”, uma lacuna de cerca de 100 mil anos entre essas deterioradas construções de pedras – que hoje sabemos terem sido usinas de energia rudimentares, embora gigantes, no uso do princípio dos triângulos de força.
Mas há algo que intriga ainda muito mais a todos os estudioso de nosso tempo: a química de materiais e a tecnologia que foi utilizada na confecção dessas pirâmides.

Esses blocos de pedras não geológicas, que imitam blocos de granito gigantes, sofreram em suas camadas externas os efeitos naturais da erosão dos ventos, mas as camadas internas dessas pedras não geológicas, que são estruturais nas pirâmides, atravessaram incólumes 100 mil anos e chegaram até nós.

E esse conhecimento de química de materiais não conseguimos decifrar, com todo nosso desenvolvimento tecnológico.
Habitamos Marte, com nossas colônias, transformamos a Lua, nosso satélite, em um jardim, onde colhemos flores raras e nossas melhores hortaliças – modificamos com sucesso a genética de seres humanos, plantas e animais, e não conseguimos saber qual a estrutura química das rochas não geológicas de uma cultura que viveu há 120 mil anos.

É aceitável que não se consiga decifrar uma dada tecnologia. É frustrante para nosso ego civilizatório, mas podemos viver com isso.

Contudo, o que mais nos frustra como civilização, é nossa total ignorância sobre o “gap temporal” entre nosso “berço” egípcio e nós: 100 mil anos que são um grande “?” .
Manchas calcárias e arenosas com pigmentos ferrosos estão inexplicavelmente espalhados em áreas distintas e superficiais do planeta, bem como, as áreas com insolação própria, que emitem “raios de sol” quase imperceptíveis, que curam problemas de pele e articulatórios – são também enigmas insolúveis, sabidamente fenômenos não naturais mas insuficientes para indicar elo sólido com alguma civilização tecnológica que haja existido.
Dois fenômenos que intrigam os pesquisadores e cientistas, mas apenas resquícios tênues demais, que caminham muito pouco no tempo, dizendo nada palpável sobre o passado.

Assim toda vez que acordo e tenho que trabalhar, me defronto com a grande frustração de nossa civilização, materializada no breu que paira sobre a misteriosa e indecifrável palavra “domingo”, que dá nome ao dia mais importante da semana, neste mundo sapiente e feliz em que vivemos, e da qual sabemos absolutamente nada.

Para Vencer e Ser: Psicologia do Esporte.

Para Vencer e Ser: Psicologia do Esporte.

Psicologia do Esporte para atletas profissionais de toda e qualquer modalidade.

Psicologia do Esporte Marcelo Prahas

Psicólogo do Esporte: As duas  tarefas essenciais.

 – Ao vencedor, as batatas… os milhões… ele mesmo?

 

O psicólogo do esporte, ou a psicologia esportiva,  vem hoje cumprir 2 funções muito importantes: a da integração psíquica da pessoa e a da maximização da performance.

O que significa, ser campeão mas não abdicar de si mesmo, da pessoa que se é. Em outras palavras ainda: chegar ao topo levando consigo você mesmo.

A Psicologia do Esporte como Fator Decisivo

Os métodos de treinamento, as tecnologias e o cabedal de conhecimento produzido pelas ciências do esporte disseminam-se pelo mundo, e as condições objetivas, materiais ente os competidores/atletas torna-se muito semelhante.

E o diferencial, o fator decisivo nas grandes vitórias esportivas tem residido na preparação mental e emocional das equipes e atletas: no trabalho do psicólogo esportivo.

A maximização das performances, a superação, o ir além do imaginável, o ultrapassar barreiras e situações extremas é a função mais destacada da psicologia aplicada ao esporte: formar gigantes, semi-deuses, homens com nervos de aço (pelo menos na hora da prova, do jogo, da luta…).

Com certeza, “quem está na chuva tem que se molhar”, e a psicologia do esporte trabalha para que o atleta suporte um nível de stress, tensão, e mesmo de violência bem acima do normal.

Contudo, em primeiro lugar vem a pessoa! Em primeiro lugar está o ser humano.

E como fechar essa conta, essa equação?

Pessoa X Performance Esportiva

De um lado, resultados esportivos, e de outro: a pessoa humana inteira, consciente, madura.

E, de fato, a um primeiro olhar,  parece ser uma situação contraditória e inconciliável: ou se tem um super-atleta e um ser humano sem seu pleno desenvolvimento, ou se tem um atleta de fim de semana para se preservar a inteireza da pessoa.

Mas, recorrendo a Carl Gustav Jung (psiquiatra suiço, importante discípulo e discidente de S. Freud), recorrendo a seu conceito de individuação é possível fechar a conta.

Individuar-se é descobrir quem você é de verdade.

Por exemplo: Você é um vencedor ou um perdedor? Você é um nadador ou um corredor? Um jogador de vôlei ou de basquete? Um tenista ou um futebolista? Um intelectual, um artista, um esportista, ou tudo isso junto? E quanto bom você é? Isso se você conseguir ser bom mesmo em algo… Será que você serve para alguma coisa?…

E, por alguma razão,  a descoberta de si mesmo, dá-se melhor “tirando a prova”: ao enfrentar-se desafios, colocando à prova nossos potenciais em duelos, em embates, em competições, em situações de incerteza, é quando geramos nossas certezas em  respostas afirmativas ou negativas.

Quando descobrimos, via confronto com a realidade, o que somos e o que não somos.

O Teatro Reforça a Importância dos Desafios

A individuação é retratada na  peça teatral “Peer Gynt”, de Ibsen, na qual o personagem principal, um jovem, sai pelo mundo provando uma série de situações, desafios, a fim de se encontrar, de se descobrir, da saber quem ele realmente é.

E, semelhante ao teatro, do ponto de vista psicológico o esporte é um jogo que imita a vida, uma representação,  um jogo de vida… portanto, atletas: lancem seus dados!

Dessa forma, alguns chegarão ao topo – bem poucos… mas o que vale é o desafio da viagem, a tentativa da atingir-se a muitas vezes improvável vitória.

Pois trata-se do  processo de individuação,  que sob esse nome bonito dado pelo psiquiatra suíço, nada mais é do que a desesperada busca humana de um sentido  para a vida.

Assim, as provas, desafios, obstáculos, que sempre exigem totalidade, profundidade, comprometimento, requeridos para o amadurecimento psicológico,  são dados em profusão pelo esporte.

Que configura, afinal,  uma oportunidade de ouro para o crescimento humano.

Psicologia e Esporte: Tudo a ver!

A caminhada para si mesmo(a), que leva a gente para mais além das coisas que são corriqueiras e familiares, bem mais além da famosa “zona de conforto”, pode ser proporcionada pelo esporte.

Portanto, psicologia e esporte, com certeza tem tudo a ver entre si.

Tanto para maximizar performances, quanto para poder lidar com os desafios internos que o esporte produz – com seu alto grau de exigência física, social e psíquica – como para lidar, sobretudo, com o processo de individuação, de crescimento psicológico dos atletas-pessoas – que quase sempre são processos com algum grau de sofrimento ou dor psíquica.

 

Jogos Olímpicos: O importante é vencer.

Jogos Olímpicos: O importante é vencer.

Psicologia do Esporte . Psicoterapia. Meditação

 

Tóquio 2020: O Importante é Vencer!

Psicologia do Esporte e Psicologia Clínica / Psicólogo Marcelo Prahas. São Paulo/Brasil

Psicologia do Esporte e Psicologia Clínica / Psicólogo Marcelo Prahas. São Paulo/Brasil

 

 

 

”O importante é competir”.  Barão de Coubertain, historiador e pedadogo. Fundador do olimpismo moderno.

”O importante é ganhar tudo e sempre; o importante é competir não passa de pura demagogia”. Ayrton Senna , multi-empresário com participação importante no agronegócio. Maior piloto da história da Fórmula 1 de todos os tempos.

A base da vida é a cooperação, e não a competição!

A competição pela sobrevivência, onde os mais adaptados (eufemismo para os mais fortes) sobrevivem, como sendo o motor da evolução e da vida, não é uma idéia tão importante na biologia quanto a cooperação.
Muitos biólogos observaram que a base da vida, e que torna possível mesmo a existência da competição entre as espécies, é a imensa rede de cooperação de vida na natureza, quase infinita.
Uma árvore coopera, fornece substrato, “amamenta” formigas, pássaros, abelhas, pequenos mamíferos – e mesmo grandes mamíferos como girafas e elefantes -, microorganismos, musgos, fungos, outras plantas… recebendo de volta desses seres polinização, adubos, poda, entre tantas outras coisas – um processo de  cooperação incessante.
Desse modo, a competição só pode existir se houver cooperação. A cooperação entre as espécies é a base que sutenta a variedade e o crescimento de todos os seres vivos.

A competição entre os predadores das savanas africanas só existe devido à predominante teia cooperativa da natureza.
Como consequência, a  competição permanece sendo um apêndice da cooperação, quando olhada por lente que capture o cenário mais amplo.

E, somente de uma  perspectiva mais ampla, a frase do Barão de Cobertain  de que  “o importante é competir” pode ter algum sentido.

 

O importante na competição é vencer: a realidade se impõe.

O sentido imediato da competição é superar o oponente, vencer, derrotá-lo.
Assim como para os animais predadores, o objetivo é matar a presa, para garantir sua própria sobrevivência.
A essência, a razão de ser da competição é vencer, sobreviver. O importe é vencer sempre. Como admitir que o importante seja apenas competir? Se o outro me detruir não importa?!

 

 Há uma profunda incongruência entre os ideais de fraternidade e o modelo competitivo dos jogos.

Como pode haver alguma coerência entre os ideais de paz e de fraternidade propagados nos jogos olímpicos modernos,  uma vez que os eventos dos jogos são competições ( uns contra os outros)?

Há um incongruência gigante, debaixo de nossos olhos, que além de não querermos ver,  cremos que se enfeitada com uma névoa de ideais nobres consiga-se modificar o quadro predador de matar ou morrer, vencer ou perder que define a competição.

Para celebrar a harmonia, a fraternidade e a paz entre os povos, as modalidades de esportes teriam de ser modalidades cooperativas, sem que houvesse vencedores ou perdedores – apenas participantes.

E atividades cooperativas sem metas seriam as ideais: qualquer altura, qualquer força ou velocidade estaria bem. As medições e comparações não fariam parte da festa. Mas alto, mais forte e mais rápido estariam fora de cogitação, não comporiam a agenda.
O doce-estar aqui e agora, sem objetivos, apenas desfrutando o momento: banho de cachoeira, deitar na rede, casquinha de siri na areia do mar, danças livres, frescobol, etc, seriam as modalidades dos jogos.

 

Mas essa não é a matéria que compõe os jogos. Os jogos são feitos de vitórias felizes e derrotas amargas.

E embora as vitórias possam ser relativizadas, um décimo lugar para dado atleta possa ter sabor de ouro, e uma medalha de prata possa significar a mais vexamosa derrota para um outro atleta, sempre somente a vitória importa. Aprender com as derrotas, por exemplo,  é apenas incorporar mais um elemento na busca pela vitória.

Os jogos são feitos de competições, de irrequietos superlativos: mais alto, mais rápido e mais forte.

A incongruência entre a realidade e os ideais de fraternidade, paz e harmonia que impulsionam os Jogos, afirmando que “o importante é competir”,  exige uma grandeza de alma – e uma conta bancária – que poucos seres humanos conseguem ter.

 

 Esportes e jogos de aposta lado a lado, tradição no ocidente.

Ainda há um dado histórico reforçando a pouca sutentabilidade da idéia do esporte diletante, amador, desinteressado e nobre.

O esporte de alto nível, na época da criação dos jogos, parte importante dele acontecia em circos de apostas semelhantes às corridas de cavalo. Lutadores de boxe, corredores e outros atletas ganhavam seus sustentos com a atividade esportiva. Nada era feito por amor ao esporte, por nobreza de espírito.

O equivocado ideal de que o importante seria competir,  ao longo de muitas décadas permitiu que não se remunerassem as pessoas que dedicavam-se ao esporte em tempo integral, profissionalmente.

Sob o rótulo do amadorismo,  gigantes do esporte mundial foram duramente expropiados.

E  esses ideais que fundaram os jogos olímpicos, e que proibiram a remuneração por muitas décadas, caíram por terra. O termo esporte amador quedou substituído por esporte olímpico.

E nesse caminho de desconstrução, ficou famosa a frase, bastante polêmica à época, proferida pelo campeão mundial  Ayrton Senna: ”O importante é ganhar tudo e sempre; o importante é competir não passa de pura demagogia.”

 

Nossas expressões sociais ( o esporte é uma delas) refletem nosso estado de desenvolvimento psíquico e civilizatório .

Assim como tanta gente, também desejo que um dia o mundo seja diferente, talvez com jogos cooperativos, em sintonia com o grande quadro da vida na  gigante teia de fraternidade e cooperação entre as espécies: base de toda a vida no planeta.

No entanto, no momento, a realidade é a das competições, onde o importante é vencer e não apenas participar –  diferentemente do que  disse o barão de Cobertain – talvez na esperança de colocar o mundo em uma direção que evitasse o evento sangrento e não-cooperativo entre os povos, que foram as duas grandes guerras mundiais do século XX, a de 1914 e a de 1940  – pouco tempo depois de ter sido criado o Olimpismo.

Um grande e único período de guerra  (1914 a 1945 , 31 anos de guerra para alguns historiadores), que contraditoriamente teve países cooperando entre si,  para derrotar  o outro grupo de países que também cooperava entre si.   – Nos Jogos, a competição para a cooperação; e na Guerra, a cooperação para a competição …   – Tentar compreender o universo humano é uma loucura!

E nessa competição – a guerra, competição por excelência entre as competições –  para nenhum dos dois grupos o importante era competir, estar participando da guerra… o importante era vencer! Por favor E a derrota, completamente temida e abominada por ambos lados!

Talvez, nesse então, e ja faz muito muito tempo,  as instituições financiadoras do evento fossem os únicos entes aos quais a vitória ou derrota tivesse alguma possibilidade de indiferença.

*All in a nutshell: “Àqueles que participam diretamente da competição: só a vitória interessa!

 

*Em poucas palavras; resumindo o blá-blá-blá.

 

Por Marcelo Moreira Palma, atleta participante em dois jogos olímpicos / psicólogo do esporte e clínico Marcelo Prahas

 Psicologia do Esporte e Psicologia Clínica / Psicólogo Marcelo Prahas. São Paulo/Brasil

A melhor psicoterapia pede tempo!

A melhor psicoterapia pede tempo!

A melhor psicoterapia pede tempo!

Psicoterapia constante e prolongada: traz os melhores resultados! (Vá para pág. inicial.)

Curar a depressão é um trabalho psicoterapêutico longo, que exige muita entrega do paciente e do psicólogo.

A melhor psicoterapia pede tempo.

Psicoterapia é um trabalho cuidadoso e delicado, paciencioso e constante, que deve durar alguns meses ou anos para que se obtenham resultados de verdade. É muito importante que se compreenda isso.
Independente de qual seja o foco da psicoterapia: tratamento para depressão, ansiedade, timidez, metas de vida, relacionamento, sexualidade, etc, o tempo é muito importante.

Na realidade, mudanças  profundas demoram a acontecer.

Sobretudo, porque as mudanças rápidas são quase inexistentes, ou são apenas aparentes: duram um dia e tudo volta ser exatamente como era antes.
E mesmo após tomadas de consciência, após insights, as acomodações e adaptações nas mudanças de mindset pedem tempo.
Os processos de psicoterapia são semelhantes aos processos educacionais: cursos sólidos exigem bem mais que um fim de semana, eles exigem meses ou anos de dedicação, de cultivo.

A melhor psicoterapia tem tempo e empatia.

Por isso, para a melhor terapia, além de escolher um profissional com quem haja empatia, boa conexão, é preciso respeitar o tempo necessário , “não apresse o rio, ele corre sozinho”.

Porque é no trabalho quase artístico, como o de um ourives/de um joalheiro, no consultório de seu psicólogo/terapeuta, onde  irão acontecer  certamente mudanças importantes em sua vida. Mudanças que ocorrem de forma quase imperceptível, pouco a pouco, ao longo de alguns meses – ou ao longo de alguns anos de terapia.

Águas tranquilas são profundas.

Conquista psíquicas sólidas em consultório, com seu terapeuta,  são obtidas normalmente devagar, com constância, pouco a pouco, com trabalho contínuo, tranquilo e dedicado.
E, lembre -se, portanto, que embora algumas questões pontuais possam ser resolvidas com psicoterapia breve, ou mesmo em apenas uma sessão, os melhores resultados em psicoterapia são colhidos com terapia mais prolongada e mais constante ao longo de um tempo um pouco maior.
Não há milagres em consultório,  há apenas trabalho feito pouco a pouco, de acordo com a humanidade de cada pessoa.

Treinamento Mental

Treinamento Mental

Treinamento Mental

 Sabedoria Natural

 

 

Treinamento Mental é fundamental para vencer. No esporte profissional todos os campeões sabem disso e o utilizam naturalmente.

O que sempre chamou minha atenção foi a naturalidade com que ele é feito, com que ele acontece.

Há pouco mais de 30 anos, quando eu me preparava para as competições, alguém trouxe a idéia de fazermos o tal treinamento mental. E o descreveu: você fecha seus olhos, relaxa profundamente, e imagina a si mesmo em cada fase da preparação, visualizando o êxito e sucesso de cada fase de seu processo preparatório, até o momento da competição, o enfrentamento das tensões, o confronto físico e psicológico, faça com que cada detalhe seja vivido mentalmente, desde a colocação da roupa no vestiário até o ato de cruzar a linha quebrando seu recorde pessoal e vencendo a prova – cada passo vivido mentalmente, imaginado detalhadamente, gesto a gesto, intensamente .

O que me surpreendeu – e nessa época eu ainda era adolescente – é que ali não havia nenhuma novidade! Era impossível parar de pensar nos treinamentos e nas competições desde que eu começara a treinar.

Era possível esquecer de fazer alguma tarefa escolar, mas deixar de querer e mentalizar e imaginar o sucesso nos treinamentos e a vitória futura nas competições, jamais! Isso acontecia mesmo que eu não quisesse.

Como já disse em outro textos, o ser humano é um ser desejante.  O sujeito epistemológico de Freud, pai da psicanálise: as coisas que desejo me definem.

O treinamento mental é fundamental para que o campeão vença. Mas, para que o treinamento Mental seja profundo e eficaz, e preciso que o desejo seja igualmente profundo.

Clareza Mental:

O atleta necessita ter muito claro o que quer, o que deseja de verdade.

Assim, as técnicas de treinamento mental acontecerão, mesmo sem saber que elas existam. Não há técnica mental que substitua a clareza sobre o próprio desejo.

Nessa busca, nesse encontro do que se quer de verdade, é que pode ser importante o trabalho do psicólogo no esporte.

Até mesmo para que se descubra o que não se quer, e que não se perca tempo nessa vida breve.

Psiquê, vida e morte e as três fases da vida.

Psiquê, vida e morte e as três fases da vida.

A vida tem três fases: Crescer, Viver, Morrer.

Há alguns anos, essas três fases se distribuíam mais ou menos entre os seguintes anos: Do nascimento aos 20 anos: crescer. Dos  20 aos 40: viver. E dos 40 aos 60: Morrer.

Hoje não é mais assim, a medicina avançou:

Do nascimento aos 30: crescemos. Até os 20 anos o crescimento é o natural, tradicional, inevitável da mãe natureza; e logo dos 20 aos 30, é quando  surge a disponibilidade monetária para crescermos bombados nas academias. Fora a vida acadêmica… que termina aos 38 anos, no pós-doc.

Dos 30 aos 70 vivemos.  Os bem sucedidos têm por dever praticar esportes, viajar, consumir bens/cultura/lazer, tirar boas férias, degustar bons vinhos, saborear boa gastronomia, praticar yoga, meditar… os mal sucedidos: trabalhar e trabalhar, aposentadoria é coisa do passado. Ou seja, dessa parte do “viver” ninguém é poupado, todo mundo tem que cumprir dos 30 aos 70!! Sem choro, nem vela!! Claro, cada um dentro de suas possibilidades e características.

E dos 70 aos 120 morremos… Antes chegávamos já combalidos aos 40 anos, com infartos fatais,  ou outro  problema qualquer de saúde, com a morte já delineada.

Hoje, só lá pelos 70 anos é que a morte começa a querer dar sinais em um  horizonte longínquo: entopiu as veias, ponte! quebrou a coluna, prótese! transplanta-se de tudo e muito… a morte tem que galopar muito para alcançar o cidadão.

Longevidade e a existência de uma conta bancária alta tem correlação elevada e positiva.

Morrer não existe praticamente mais.

Tal qual mulher feia – que também está declarada extinta. O que existe é mulher pobre: sem dinheiro pro cabeleireiro, prá lipo, prá academia e etc, etc, etc.

Em não havendo restrição orçamentária: Vida Eterna nessa terra!

E curtindo… O Viagra acabou com a infelicidade sexual pós andropausa.

E ainda há gente que reclama dos tempos atuais: quase imortalidade, prazer sexual andropáusico, beleza, tudo possível e acessível a quem possa pagar.

Mas, de verdade,  a vida divide-se em três fases: Nascer e crescer, desenvolver-se, preparar-se para a vida adulta; depois, a segunda fase: de viver, tentar realizar sonhos e desejos, atingir metas; e uma terceira fase, de preparação para a morte,  o vislumbrar de um fim para esta vida.

Esta é uma divisão tradicional no Tibet, por exemplo – que crê que a vida é uma passagem, para uma outra vida, e  uma oportunidade de crescimento espiritual.  Essa visão é comum a muitas culturas ao redor do mundo: 3 fases para a vida: crescer, viver e preparar-se para a morte, para transcender.

Na cultura grega antiga, o enigma da Esfinge – “Decifra-me ou devoro-te”: Qual é o animal que tem quatro pernas pela manhã, duas à tarde e três ao anoitecer?

Metáfora antiga: A resposta: o homem. Bebê engatinha, em quatro patas; o adulto, ser humano -bípede; e o ancião, com sua bengala, seu cajado, em três apoios.

Aqui também, por detrás da aparente superficial adivinhação, há a divisão crucial, da brevidade da vida,  em três fases.

As três fases da vida humana: Inafastáveis, sólidas, translúcidas. Não importa a cultura ou a crença, as três fases são algo universal ao ser humano, a tudo o que seja/esteja vivo.

Para algumas pessoas a vida é mais longa, para outras mais curta. As vezes acidentalmente não vivemos as três fases, a vida é interrompida antes. Mas, no imaginário humano a  noção de tempo é sempre medida,regrada por essas três fases: 1.nascer/crescer; 2.viver/realizar; e 3.morrer.

Como se tratam de fases, isso significa que ao serem ultrapassadas, já não voltam, já não podem ser recuperadas. Esse fato é uma das grandes razões para a angústia humana. Essa fluidez constante que jamais retrocede, seu caráter irrecuperável: o que passou, passou para sempre, sem voltar jamais.

Uma vida é pouco para se fazer tudo o que se gostaria de fazer, sem dúvida.

Incomodar-se, preocupar-se, ficar-se desconfortável com esse tema,  é sinal de humanidade.

A consciência de estar vivo, da natureza passageira da vida,  a angústia que daí provém, é uma das coisas que nos faz humanos, que nos define como espécie biológica… e talvez, como “espécie” espiritual/psicológica… duas coisas que se confundem em muitas ocasiões… na Grécia antiga, de onde surge o vocábulo “psiquê”, o significado de “psiquê” era exatamente espírito, alma.

A possibilidade de se esticar o período de vida nos tempos de hoje, é uma resposta, a meu ver, muito positiva da nossa civilização frente a brevidade da vida, com suas três fases inexoráveis.

Creio que estamos nos saindo bastante bem nessa luta perdida de antemão contra a existência. Hoje um homem de 60 anos já nem sempre é um velho. Até mesmo um homem de 80 ou 90 anos pode viver uma vida bastante satisfatória.

Nossa civilização desafia com bravura e poesia a morte: a única coisa certa que a vida nos presenteia.

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