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Para Vencer e Ser: Psicologia do Esporte.

Psicologia do Esporte para atletas profissionais de toda e qualquer modalidade.

Psicologia do Esporte Marcelo Prahas

Psicólogo do Esporte: As duas  tarefas essenciais.

 – Ao vencedor, as batatas… os milhões… ele mesmo?

 

O psicólogo do esporte, ou a psicologia esportiva,  vem hoje cumprir 2 funções muito importantes: a da integração psíquica da pessoa e a da maximização da performance.

O que significa, ser campeão mas não abdicar de si mesmo, da pessoa que se é. Em outras palavras ainda: chegar ao topo levando consigo você mesmo.

A Psicologia do Esporte como Fator Decisivo

Os métodos de treinamento, as tecnologias e o cabedal de conhecimento produzido pelas ciências do esporte disseminam-se pelo mundo, e as condições objetivas, materiais ente os competidores/atletas torna-se muito semelhante.

E o diferencial, o fator decisivo nas grandes vitórias esportivas tem residido na preparação mental e emocional das equipes e atletas: no trabalho do psicólogo esportivo.

A maximização das performances, a superação, o ir além do imaginável, o ultrapassar barreiras e situações extremas é a função mais destacada da psicologia aplicada ao esporte: formar gigantes, semi-deuses, homens com nervos de aço (pelo menos na hora da prova, do jogo, da luta…).

Com certeza, “quem está na chuva tem que se molhar”, e a psicologia do esporte trabalha para que o atleta suporte um nível de stress, tensão, e mesmo de violência bem acima do normal.

Contudo, em primeiro lugar vem a pessoa! Em primeiro lugar está o ser humano.

E como fechar essa conta, essa equação?

Pessoa X Performance Esportiva

De um lado, resultados esportivos, e de outro: a pessoa humana inteira, consciente, madura.

E, de fato, a um primeiro olhar,  parece ser uma situação contraditória e inconciliável: ou se tem um super-atleta e um ser humano sem seu pleno desenvolvimento, ou se tem um atleta de fim de semana para se preservar a inteireza da pessoa.

Mas, recorrendo a Carl Gustav Jung (psiquiatra suiço, importante discípulo e discidente de S. Freud), recorrendo a seu conceito de individuação é possível fechar a conta.

Individuar-se é descobrir quem você é de verdade.

Por exemplo: Você é um vencedor ou um perdedor? Você é um nadador ou um corredor? Um jogador de vôlei ou de basquete? Um tenista ou um futebolista? Um intelectual, um artista, um esportista, ou tudo isso junto? E quanto bom você é? Isso se você conseguir ser bom mesmo em algo… Será que você serve para alguma coisa?…

E, por alguma razão,  a descoberta de si mesmo, dá-se melhor “tirando a prova”: ao enfrentar-se desafios, colocando à prova nossos potenciais em duelos, em embates, em competições, em situações de incerteza, é quando geramos nossas certezas em  respostas afirmativas ou negativas.

Quando descobrimos, via confronto com a realidade, o que somos e o que não somos.

O Teatro Reforça a Importância dos Desafios

A individuação é retratada na  peça teatral “Peer Gynt”, de Ibsen, na qual o personagem principal, um jovem, sai pelo mundo provando uma série de situações, desafios, a fim de se encontrar, de se descobrir, da saber quem ele realmente é.

E, semelhante ao teatro, do ponto de vista psicológico o esporte é um jogo que imita a vida, uma representação,  um jogo de vida… portanto, atletas: lancem seus dados!

Dessa forma, alguns chegarão ao topo – bem poucos… mas o que vale é o desafio da viagem, a tentativa da atingir-se a muitas vezes improvável vitória.

Pois trata-se do  processo de individuação,  que sob esse nome bonito dado pelo psiquiatra suíço, nada mais é do que a desesperada busca humana de um sentido  para a vida.

Assim, as provas, desafios, obstáculos, que sempre exigem totalidade, profundidade, comprometimento, requeridos para o amadurecimento psicológico,  são dados em profusão pelo esporte.

Que configura, afinal,  uma oportunidade de ouro para o crescimento humano.

Psicologia e Esporte: Tudo a ver!

A caminhada para si mesmo(a), que leva a gente para mais além das coisas que são corriqueiras e familiares, bem mais além da famosa “zona de conforto”, pode ser proporcionada pelo esporte.

Portanto, psicologia e esporte, com certeza tem tudo a ver entre si.

Tanto para maximizar performances, quanto para poder lidar com os desafios internos que o esporte produz – com seu alto grau de exigência física, social e psíquica – como para lidar, sobretudo, com o processo de individuação, de crescimento psicológico dos atletas-pessoas – que quase sempre são processos com algum grau de sofrimento ou dor psíquica.

 

Treinamento Mental

Treinamento Mental

 Sabedoria Natural

 

 

Treinamento Mental é fundamental para vencer. No esporte profissional todos os campeões sabem disso e o utilizam naturalmente.

O que sempre chamou minha atenção foi a naturalidade com que ele é feito, com que ele acontece.

Há pouco mais de 30 anos, quando eu me preparava para as competições, alguém trouxe a idéia de fazermos o tal treinamento mental. E o descreveu: você fecha seus olhos, relaxa profundamente, e imagina a si mesmo em cada fase da preparação, visualizando o êxito e sucesso de cada fase de seu processo preparatório, até o momento da competição, o enfrentamento das tensões, o confronto físico e psicológico, faça com que cada detalhe seja vivido mentalmente, desde a colocação da roupa no vestiário até o ato de cruzar a linha quebrando seu recorde pessoal e vencendo a prova – cada passo vivido mentalmente, imaginado detalhadamente, gesto a gesto, intensamente .

O que me surpreendeu – e nessa época eu ainda era adolescente – é que ali não havia nenhuma novidade! Era impossível parar de pensar nos treinamentos e nas competições desde que eu começara a treinar.

Era possível esquecer de fazer alguma tarefa escolar, mas deixar de querer e mentalizar e imaginar o sucesso nos treinamentos e a vitória futura nas competições, jamais! Isso acontecia mesmo que eu não quisesse.

Como já disse em outro textos, o ser humano é um ser desejante.  O sujeito epistemológico de Freud, pai da psicanálise: as coisas que desejo me definem.

O treinamento mental é fundamental para que o campeão vença. Mas, para que o treinamento Mental seja profundo e eficaz, e preciso que o desejo seja igualmente profundo.

Clareza Mental:

O atleta necessita ter muito claro o que quer, o que deseja de verdade.

Assim, as técnicas de treinamento mental acontecerão, mesmo sem saber que elas existam. Não há técnica mental que substitua a clareza sobre o próprio desejo.

Nessa busca, nesse encontro do que se quer de verdade, é que pode ser importante o trabalho do psicólogo no esporte.

Até mesmo para que se descubra o que não se quer, e que não se perca tempo nessa vida breve.

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