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A psicologia define responsabilidade como sendo o dever de assumir o compromisso de algo ou alguém, de modo a responder pelos eventuais efeitos. Portanto, mesmo que você não tenha interferência direta em determinado aspecto, desde que tenha responsabilidade, deverá corresponder às consequências.

Em cargos de gestão ou políticos a responsabilidade do principal agente pode ser diluída no grupo ou pode ser compartilhada com o  grupo. A escolha tem implicações éticas e revela a competência ou o despreparo do agente.

 

Exemplo de responsabilidade compartilhada: presidente da república delega às autoridades científicas a avaliação da gravidade da pandemia de COVID-19;  assim,  segue as linhas de ação e planejamento determinadas pela ciência,  planejando  realista e mais eficazmente sua resposta; não deixa as ações serem contaminadas pela politica, desse modo coordena eficientemente as ações nacionais e não deixa escapar as janelas de oportunidade na oferta de vacinas  no mercado internacional, garantindo o suprimento necessário à demanda nacional, e  inicia  com a rapidez necessária a vacinação da população, aproveitando o potencial de excelência do SUS brasileiro nessa área – o melhor do mundo.

 

Exemplo de responsabilidade diluída: presidente da república politiza suas ações e rechaça os dados provenientes da ciência mundial  na percepção da pandemia; presidente evade-se do dever de elabora um plano nacional de ação; transfere  a responsabilidade a cidades e a estados sem a adequada coordenação presidencial;  nomeia e demite ministros da saúde (pasta responsável) irresponsavelmente; desautoriza o SUS (aclamado no mundo inteiro por sua excelência em saúde pública);  perde as janelas de oportunidade no mercado internacional para a compra  das vacinas necessárias a demanda nacional, pela inépcia de seu ministro de relações exteriores e de seu filho.  Tenta proteger-se de seu incompetência única,  num projeto confuso onde não há  precisão na delegação de tarefas, sem clareza sobre quem é responsável por cada ação. Opta claramente pela estratégia de tentar fazer sua responsabilidade evaporar-se, escafeder-se, diluída no grupo.

Assim, e  lamentavelmente,  algum saldos bem negativos resultaram da opção presidencial de mascarar e diluir sua própria responsabilidade, como o par abaixo:

  • 600 mil mortos direta e oficialmente – fora as mortes colaterais e sequelas deixadas médicas em milhões de pessoas. Tragédia anunciada, que poderia sim com certeza ter sido muito menor, se a irresponsabilidade do presidente não fosse de tamanha monta.
  • Marca Brasil indo para o brejo! A inépcia operacional e ética do Presidente Bolsonaro fez com que sua imagem  na mídia mundial acerque-se à imagem de Idi Amin Dada, ex-presidente “canibal” de Uganda, dos anos 70, pelas  pichações em muros dentro e fora do país  de “Fora Bolsonaro Genocida”. Arrastando o país para a cloaca da mídia internacional.

   E, convenhamos,  que se o povo diz que a vaca é malhada: alguma pinta ela tem!

 

Se tratasse-se apenas de um análise psicológica, a  diluição de responsabilidades  no grupo seria mero mascaramento da incompetência do gestor.    Como é sobre a presidência da república do Brasil,  a Costituição Federal criminaliza a responsabilidade não cumprida.  Assim, ajudar a mascarar e diluir a responsabilidade do presidente, participar  do rodízio de cargos chave, a exemplo,  é coisa muito mais séria. Sobretudo em se tratando  de ações extremamente mal planejadas  no enfrentamento  a uma pandemia que ceifou milhares de vidas sob seus narizes.

Qualquer suporte, antes, durante ou depois dos atos irresponsáveis (criminosos por definição dos crimes de responsabilidade) desse governo, deve ser visto sob lentes acuradas, com muita cautela, inclusive as cartas escritas a duas canetas.

 

 

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