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Psicologo Marcelo Prahas psicoterapia

Como viver sem tocar, sem abraçar, sem falar de pertinho, sem os encontros reais com os amigos, privados das festas grandes ou pequenas?

Somos bichos, bicho primata, para o qual o tocar de pele é tão importante quando o alimento.

O aprisionamento online que a pandemia trouxe, é a mais terrível das catástrofes dentro da catástrofe pandêmica.

O animal  humano vive tanto dos toques, dos abraços, dos cheiros e odores, dos sons da espécie, das texturas de pele e pelo, quanto da comida e da água.

O  grande medo que sinto é sairmos desta pandemia com esse novo “normal” como  nova forma de viver.

Isso, seria, no caso brasileiro, a  extirpação de um dos traços que nos definem como povo, a espontaneidade e a naturalidade de corpos; e o aprofundamento do congelamento de emoções Terra à fora.

Obviamente, que em meio a mortandade do covid e a ameaça de colapso do sistema de saúde, calma lá com beijos e abraços e aglomerações!

Contudo, após passado o ciclone, após estar a população vacinada, é crucial voltarmos sem dó a nosso antigo jeito de viver.

O bicho homem é mais saudável aconchegado, abraçado, beijado, festejando, sambando, comemorando a vida “ao vivo”, sem essa de “online”!

 

 

 

 

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